Não tenho como contar a história do canil sem antes contar um pouco da minha própria história.
Aqui vai um breve relato de como tudo foi acontecendo até chegar aos dias de hoje.
Aos 5 anos, ganhei minha primeira cachorrinha. Ela se chamava Fofinha, uma SRD malhadinha… e desde então, nunca mais parei — foram muitos cães.
Assistia aos filmes da Lassie, era apaixonada, mas nunca tive um Collie, era caro demais para nós.
Um dia, meu pai me levou ao Parque do Carmo, e lá vi, pela primeira vez, um São Bernardo adulto. Eu devia ter uns 5 anos e foi amor à primeira vista.
Conforme fui crescendo, a paixão pelos cães só aumentava.
Certa vez, vi em um jornal o anúncio de uma pessoa doando ou vendendo — não lembro bem — uma São Bernardo adulta chamada Arieardine. Fomos conhecê-la.
Era tão linda, o cão dos meus sonhos! Mas, por algum motivo, não deu certo.
Na época, não tínhamos condições de sustentar como se deve um cão desse porte.
Nunca esqueci o nome dela, e a paixão pelos São Bernardos só cresceu ainda mais.
Toda revista que eu via sobre a raça, eu comprava.
Durante minha vida, fui muito criticada em casa por causa dos cães… tento não carregar mágoas, mas é impossível esquecer algumas coisas que já ouvi.
O papai comprou o sítio em 1983. Tivemos vacas, cavalos, porcos, gansos, galinhas, patos, ovelhas, coelhos e cabras… foram anos maravilhosos.
Minha vontade de ser veterinária se intensificou — o contato com a natureza e os animais fez de mim quem sou hoje.
Fiz colégio técnico em Nutrição.
O tempo passou, cresci, e acabei fazendo Faculdade de Biomedicina na UNISA, em Parelheiros.
Foram tempos difíceis: era longe, levava cerca de 3 horas entre ônibus e metrô para chegar.
O curso era integral e o dinheiro curto. Levava iogurte e lanche de casa; às vezes, comprava um enroladinho de salsicha.
Mas me formei — e comecei a trabalhar.
Sempre quis cursar Medicina Veterinária, mas não consegui entrar de primeira.
Hoje entendo que a Biomedicina foi um meio que Deus colocou no meu caminho para que eu alcançasse meu verdadeiro objetivo.
Já trabalhando em um banco de sangue, vi um anúncio no jornalzinho do metrô:
“Uniban – vagas remanescentes para medicina veterinária”
La fui eu!
Levei uma pilha de papéis com a grade curricular da Biomedicina, fiquei assistindo às aulas do primeiro ano e, em um mês, saiu o resultado:
Fui aprovada direto para o 2º ano de Veterinária.
Mudei de sala tão feliz… mal acreditava!
Assim que me formei, comecei a trabalhar em uma clínica simples em São Bernardo do Campo.
Lá, a recepcionista tinha ganhado um São Bernardo e não estava conseguindo cuidar.
Ele se chamava Diego, tinha 5 meses, pelo curto, enorme, manso, maravilhoso.
Insisti para que ela me desse, e pronto — meu sonho estava realizado.
Um tempo depois, dando plantão em uma clínica em Guarulhos, chegou um cliente com a mãe e quatro filhotes de São Bernardo.
Uma das filhotes era diferente, “pirata”, não tinha a tradicional máscara preta — parecia um ursinho.
Troquei tudo o que ganhei naquele dia pelo filhote, e assim fiquei com um casal de São Bernardos.
Eu amava a raça e queria tentar criar, mas tinha medo, pois sabia que não era um cão para qualquer pessoa.
Naquela época não havia internet nem redes sociais; os anúncios eram apenas em jornais.
Decidi não acasalá-los, com receio de não conseguir vender os filhotes.
Ocorreu um acidente, e o Diego morreu com pouco mais de 5 anos.
Fiquei arrasada. Pesquisei muito por outro cão parecido e não encontrei.
Um tempo depois, ainda muito triste, descobri um canil com filhotes de pelo longo, próximo de casa.
Fui até lá com o talão de cheques na bolsa… e voltei com o Gandhi para casa.
Em 2006, tive minha filha Isabelle, que cresceu no meio da bicharada.
Gandhi e Bianca tiveram uma única ninhada, que terminou em cesariana.
De nove filhotes, só sobreviveram duas meninas: Bella e Lilly.
Registrei então o canil como Bernardo Sanches.
Fiquei com as duas.
Não tive sucesso em acasalá-las novamente, mas todos os quatro São Bernardos viveram felizes no sítio — e eu nunca ganhei dinheiro com eles.
Nesse meio tempo, tentei criar outras raças: Cocker Spaniel Inglês, Australian Cattle Dog, Dachshund e Spitz Alemão.
Até que um dia comecei a pesquisar sobre os Border Collies.
Eu queria um cão de porte médio, mais rústico, ativo, que gostasse de buscar bolinha.
Na época, só restava a São Bernardo Lilly, e decidi não adquirir outro da raça, pois o clima do sítio era quente demais para eles.
Em 2018, comprei o Aquiles, um Border Collie marrom e branco — lindo, inteligente, carismático e manso com todos.
Foi amor à primeira vista.
Procurando uma fêmea, encontrei a Nutella, e assim comecei o Canil Bernardo Sanches.
O nome “Bernardo” ficou como homenagem aos São Bernardos e ao sítio — aprendi muito com eles.
Foram, ao todo, 15 anos com os gigantes, e mantive o nome por gratidão a esse período tão importante.
Hoje, dezembro de 2024, já tivemos várias ninhadas de Borders.
Atualmente temos 17 Border Collies, moramos definitivamente no sítio e estamos muito felizes com a criação da raça.
É um trabalho intenso, sem folga, mas extremamente gratificante.
Minha filha está no primeiro ano de Medicina Veterinária e já é responsável pela parte de divulgação das ninhadas, atendimento aos clientes e redes sociais.
Daqui pra frente, espero continuar levando a alegria de entregar um filhotinho para muitas famílias e, quem sabe em breve, participar das exposições caninas.
Débora Martins Sanches
Border Collie
Macho
Marrom e branco
Border Collie
Macho
Marrom merle tricolor
Border Collie
Macho
Sable merle
Border Collie
Fêmea
Marrom e branca
Border Collie
Macho
Sable merle
Border Collie
Macho
Marrom tricolor
Border Collie
Fêmea
Preta tricolor
Border Collie
Macho
Sable merle
Border Collie
Fêmea
Marrom e branca
Border Collie
Macho
Preto merle tricolor
Border Collie
Fêmea
Preta tricolor
Border Collie
Macho
Preto tricolor
Iris Oliveira
São Paulo
Sou veterinária e pesquisei muito antes de escolher um canil, porque queria ter certeza que meu filhote viria de um lugar ético, que realmente ama o que faz. E o Canil Bernardo Sanches superou todas as minhas expectativas! A Débora e a Isa são incrivelmente cuidadosas. Elas realizam todos os exames genéticos antes dos cruzamentos, compartilham cada resultado com total transparência e priorizam não apenas a beleza, mas a saúde e a excelência da linhagem dos Border Collies. Dá orgulho de ver o trabalho delas! Ver que além dos filhotes, como os pais e as matrizes vivem felizes, saudáveis e recebendo todo o carinho e atenção que merecem. Elas possuem amor e o respeito pelos animais. O trabalho delas é um verdadeiro exemplo de ética e dedicação no mundo da criação de cães. O nosso Rock é lindo, saudável, feliz e trouxe uma alegria imensa para a nossa família. Muito obrigada, meninas, por tudo!
Estefânia Barboza
São Paulo
Nossa família se encantou pelo lugar em que os borders do canil vivem! A seriedade e assistência pós venda também nos surpreendeu positivamente! Agora falando sobre nosso pequeno Manny, sem comentários! O medo de ter mais um border collie foi embora quando conhecemos o temperamento amoroso e de companheirismo dele. Virou o fiel escudeiro da nossa border e nosso pequeno gigante mamute bebê!
Mayara
Rio Claro
Minhas 2 cachorras são do Canil Bernardo Sanches. Elas são super cãopanheiras, carinhosas, espertas e saudáveis. Fui muito bem atendida desde a 1ª visita, para conhecer o canil e os filhotes, e continuo sendo até hoje. Estou muito feliz com a escolha do canil e da raça border collie.
Rafaela
Santos
Clara Dias
São Paulo
Bom, antes de conhecer o Canil Bernardo Sanches, eu havia conversado com vários outros (digo uns 8 canis), estava muito disposta a pegar um Border, tanto por toda a característica excepcional deles, quanto pela perda recente e precoce de um Pet meu. E em nenhum dos canis que eu conversei, fui tão bem recepcionada quanto fui aqui com a Isa. Fui muito bem atendida, orientada, digo até, consolada rs. Além de serem muito amorosos e receptivos, são tbm muito responsáveis ( em um dos canis que conversei anteriormente, me foi oferecido pegar o Border com apenas 45 dias de vida) e aqui com a Isa ela foi extremamente responsável. E isso me chamou a atenção, pq não é só questão de dinheiro, é saber que é uma vida, e que precisa de seriedade e responsabilidade. Por este motivo, estou extremamente satisfeita de hoje, fazer parte da família Bernardo Sanches. Desde já, deixo meu sincero agradecimento por toda atenção, seriedade e acolhimento que recebi. É muito satisfatório ver que ainda existe pessoas dignas que fazem o seu trabalho com amor, honestidade e seriedade. Obrigada!
Débora Costa
São Paulo
Vívian Faria
São Paulo
Fernanda
São paulo
Indhyra Felisbino
Guarulhos
Marcela Gianetti
São Paulo
Andreza Sarmento
Sao Paulo
Fernanda
Santo andre
Tatiane Pegoraro
Guarulhos
Gabriela
São Paulo
ELLEN MESOJEDOVAS
São Paulo
Karine Oliveira
São Paulo
Priscila Caruso
São Paulo
Natália Barbosa
São Paulo
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